TRT-14 tem 75% das Varas entre as unidades com melhor desempenho do país
Resultado do IGEST coloca 24 das 32 Varas do Trabalho de Rondônia e Acre no primeiro quartil nacional. TRT-14 alcança o maior percentual entre os Tribunais Regionais do Trabalho.
Três em cada quatro Varas do Trabalho de Rondônia e Acre estão entre as unidades de melhor desempenho da Justiça do Trabalho brasileira. O resultado é do mais recente levantamento do Índice de Gestão de Desempenho (IGEST) e coloca o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (RO/AC) em posição de destaque no cenário nacional.
Das 32 Varas do Trabalho do TRT-14, 24 estão no primeiro quartil do IGEST, faixa que reúne os 25% de melhor desempenho entre as unidades de primeiro grau do país. Na prática, isso significa que 75% das Varas do TRT-14 estão entre as melhores do Brasil.
O percentual é o maior entre todos os Tribunais Regionais do Trabalho. Na sequência, aparecem o TRT da 8ª Região (Pará e Amapá), com 71,43%, e o TRT da 3ª Região (Minas Gerais), com 61,39%.
Os dados consideram o período de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026 e foram extraídos do sistema e-Gestão em 6 de agosto.
O que é o IGEST?
O IGEST é um indicador utilizado pela Justiça do Trabalho para avaliar o desempenho das Varas a partir de cinco aspectos: acervo, celeridade, produtividade, taxa de congestionamento e força de trabalho.
Por isso, estar no primeiro quartil não significa apenas julgar muitos processos. O índice também considera o tempo necessário para solucioná-los, o estoque existente e a força de trabalho disponível.
Entre as unidades do TRT-14, a 1ª Vara do Trabalho de Ji-Paraná obteve o melhor resultado, alcançando a 6ª posição no ranking nacional. Outras seis unidades do Regional também estão entre as cem primeiras colocadas do Brasil: 2ª Vara de Ariquemes (23ª), 1ª Vara de Porto Velho (39ª), 1ª Vara de Ariquemes (42ª), 7ª Vara de Porto Velho (56ª), 6ª Vara de Porto Velho (80ª) e 2ª Vara de Ji-Paraná (89ª).
Outro resultado de destaque é o de Porto Velho: todas as oito Varas do Trabalho da capital estão no primeiro quartil nacional.
Resultado após um ano de equalização
O levantamento é o primeiro a retratar praticamente um ano completo de funcionamento do novo modelo de equalização da carga e da força de trabalho, implantado pelo TRT-14 em 1º de junho de 2025.
A mudança reorganizou o primeiro grau em três Polos Regionais — Porto Velho, Cone Sul e Rio Branco — e criou Secretarias Unificadas, com equipes especializadas nas diferentes etapas de tramitação dos processos.
O objetivo foi reduzir as diferenças existentes entre unidades que recebiam volumes muito distintos de processos e, ao mesmo tempo, aproveitar de maneira mais equilibrada a força de trabalho disponível.
Os números do primeiro ano mostram uma redução expressiva dessas diferenças. Antes da equalização, a distância entre a Vara que mais recebia processos e aquela que menos recebia podia ultrapassar 135 novos casos por mês. Com o novo modelo, essa diferença passou a não superar 6,4 processos mensais.
Também houve redução do estoque: os processos pendentes de julgamento passaram de 5.382 para 4.674, uma queda de 13,15%. Já os processos pendentes de baixa diminuíram 10,04%, de 6.792 para 6.110.
Trabalho coletivo
Para o presidente do TRT-14, desembargador Ilson Alves Pequeno Junior, o resultado reflete o envolvimento de magistrados(as) e servidores(as) na implantação do novo modelo. “Este resultado tem um significado que vai além dos números. Ter três em cada quatro Varas do Trabalho de Rondônia e do Acre entre as 25% de melhor desempenho do país demonstra que é possível transformar a gestão, corrigir desigualdades históricas e utilizar melhor a força de trabalho que temos à disposição. É uma conquista construída coletivamente, com o comprometimento de magistrados(as) e servidores(as) que compreenderam a dimensão do projeto e participaram ativamente de sua implementação. Mas o mais importante é aquilo que esse avanço representa para a sociedade: uma Justiça do Trabalho mais eficiente, célere e, sobretudo, mais próxima das necessidades de quem busca a tutela de seus direitos”, evidenciou.
O vice-presidente e corregedor regional, desembargador Carlos Augusto Gomes Lôbo, ressalta que o desafio agora é manter os resultados e avançar nas unidades que ainda não chegaram ao primeiro quartil. “O IGEST permite uma leitura ampla do desempenho das unidades, porque considera, de forma integrada, fatores como acervo, celeridade, produtividade, congestionamento e força de trabalho. Alcançar o maior percentual do país de Varas situadas no primeiro quartil demonstra que as medidas adotadas produziram resultados concretos e mensuráveis. Ao mesmo tempo, esse desempenho aumenta nossa responsabilidade. O trabalho não termina com a obtenção de uma boa posição no ranking: precisamos monitorar continuamente os indicadores, identificar eventuais assimetrias e realizar os ajustes necessários para que os avanços sejam sustentáveis e alcancem, progressivamente, todas as unidades do Regional”, pontuou.
O TRT-14 continuará acompanhando os resultados por meio de avaliações periódicas. A política de monitoramento prevê ciclos trimestrais para identificar necessidades de ajustes e buscar maior equilíbrio entre as unidades.
Mais do que uma posição no ranking, o resultado aponta para um objetivo central, que é transformar uma gestão mais equilibrada da força de trabalho em processos mais céleres e em uma prestação jurisdicional cada vez mais eficiente para a sociedade de Rondônia e Acre.
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