Acordo de grande repercussão social na Justiça do Trabalho deve encerrar caso de trabalhadores da UHE Jirau

Um acordo assinado na Justiça do Trabalho, no último dia 30 de outubro, deverá encerrar o caso emblemático de 77 trabalhadores que em 2011, ficaram sem receber suas verbas após trabalharem no canteiro de obras para empresa terceirizada da Usina Hidrelétrica Jirau (UHE Jirau), em Rondônia. O acordo foi homologado pela 1ª Turma do TRT da 14ª Região, na sessão realizada dia 7 de novembro de 2017, com a participação dos juízes convocados Marlene Alves Oliveira e Afrânio Viana Gonçalves.

Os operários eram contratados das empresas WPG Construções e Empreendimentos, TPC Construções e Terraplanagem, e Dominante Comércio e Empreendimentos, subcontratadas que prestavam serviço para a Energia Sustentável do Brasil (ESBR) na supressão vegetal (desmatamento) de área para a UHE Jirau.

Para a desembargadora Maria Cesarineide, este acordo firmado entre as partes trata-se de ato relevante e histórico em um processo tão emblemático, que após seis anos de espera, só agora foi possível, ante a sensibilidade dos representantes da empresa e o bom entendimento entre o MPT e Sticcero, autores das ações, na presença dos trabalhadores tanto aguardavam por um desfecho positivo.
Os processos trazem relatos de penúria e sofrimento vividos pelos operários. "Quando vim para a empresa tinha um sonho de trabalhar e dar o melhor para minha família, meu filho adoeceu, precisei pegar dinheiro emprestado, e hoje por não conseguir pagar o que peguei emprestado, passo muita humilhação, tenho dívidas atrasadas e o banco cortou o meu cartão", relatou em seu depoimento na época, V.L.S.

As negociações para se chegar a um consenso durou mais de 8 horas e contou com a participação procuradora Adriana Candeira, do Ministério Público do Trabalho, dos advogados da Energia Sustentável, advogado e representantes do Stinccero e os trabalhadores, e dezenas de trabalhadores partes do processo.
Ascom/TRT14 (texto: Luiz Alexandre - fotos: Celso Gomes)
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